Zootecnista também atua na criação de cães

24/08/2016 14:49

CRMV-RJ entrevista o zootecnista e empreendedor, Jorge Guilherme Bergottini Palieraqui, proprietário do Canil Mania

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Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) – O que fez escolher pelo curso de Zootecnia?
Jorge Guilherme Palieraqui – Minha escolha pela profissão foi bem fácil, pelo fato de, desde criança, interessar-me e ter afinidade em criar animais de estimação e admirar todos os animais, principalmente os de produção. Sempre tive como objetivo de vida trabalhar com animais. Com isso, em 1994, ano do meu vestibular, comecei a procurar profissões ligadas aos animais, preferencialmente de produção, dentre alguns cursos, interessei-me rapidamente pela Zootecnia. Desde então, comecei a me informar mais profundamente sobre o que realmente era a Zootecnia, identifiquei-me de primeira com a profissão e, hoje, estou muito feliz com a milha escolha, minha vida é 100% de Zootecnia.

CRMV-RJ – Quando despertou o interesse pela profissão?
Jorge Guilherme Palieraqui – Creio que meu interesse pela Zootecnia, sem saber, despertou na infância, sempre sendo apaixonado por animais, além disso, pelo fato de toda minha família ser do Mato Grosso do Sul. Minha família e eu passávamos sempre as férias em uma fazenda de gado de corte, de uma tia, que se localizava no município de Maracajú (MS). Toda vez que chegava, eu ficava encantado e já tinha como ideia fixa de trabalhar com animais, principalmente os de produção. Com o passar do tempo, minha ideia de trabalhar com animais foi amadurecendo e, hoje, consegui conquistar uns dos meus objetivos de vida que foi me tornar um zootecnista.

CRMV-RJ – Como vê o crescimento da Zootecnia?
Jorge Guilherme Palieraqui – Vejo a Zootecnia como a profissão que tem obrigação de crescimento, pois é sabido que o cenário mundial encontra-se em pleno crescimento populacional, logo, isso impacta no aumento da demanda por alimentos e serviços relacionados à produção de proteína animal e criação de espécies de interesse econômico. Os consumidores cada vez mais exigentes, a valorização das terras, custos dos insumos se elevando, mercado mundial cada vez mais acirrado e competitivo, dentre outros fatores, mostram a realidade para uma melhoria da profissão. Com isso, a Zootecnia tem como necessidade atuar para maximizar o uso das terras, elevando a produção e produtividade, atrelado ao planejamento agropecuário, principalmente o de gestão administrativa.

CRMV-RJ – Como é atuação do zootecnista empreendedor?
Jorge Guilherme Palieraqui – Hoje, tenho como opção profissional ser um zootecnista empreendedor, mas, nesses 16 anos de formado, tive o privilégio e a oportunidade de trabalhar em algumas áreas da Zootecnia, como a acadêmica, em que concretizei cursos de pós-graduação, inclusive o mestrado. Também atuei na área comercial e no setor de assistência técnica. Mas ainda faltava alguma coisa na minha vida profissional que não entendia o que era, foi aí que despertou a ideia de ter meu próprio negócio ligado à Zootecnia.Tudo começou como hobby há sete anos e, hoje, tenho uma empresa sólida em um segmento que nunca imaginei em atuar, o mercado pet, especificamente para cães. Sou proprietário da empresa Canil Mania, que é um centro de atividades caninas, localizada no norte do Rio de Janeiro, na cidade de Campos dos Goytacazes, onde nosso foco principal é a psicologia e comportamento dos cães, inicialmente trabalhávamos apenas com reabilitação de cães, educação canina e adestramento. Observando a grande demanda do mercado regional, a empresa resolveu preencher estas lacunas e ampliou suas áreas de atuação. Atualmente, contamos com serviços de hospedagem, creche e asilo, estamos planejando agregar mais serviços ao Canil Mania.  Agora, a empresa está com projeto de fazer sua marca própria e atuar no mercado, trabalhando com alguns produtos pet.
O dia a dia de um zootecnista empreendedor é bastante corrido e gratificante. Trabalhamos, em média, com 30 cães diariamente; e, em altas temporadas, podendo chegar a cerca de 90 cães. Com isso, todos nossos planejamentos das instalações, alimentação, manejo sanitário e principalmente de gestão administrativa, devem ser bem elaborados.

CRMV-RJ – O que falta para a valorização da profissão?
Jorge Guilherme Palieraqui – A Zootecnia tem uma ampla área de atuação e de crescimento. Para maior valorização da profissão, creio que deve ser feito mais propagandas com informações sobre as áreas de atuação e sua importância para o cenário nacional e mundial. Outro fator bastante relevante é a remuneração que, por muitas vezes, são aquém do que realmente teria que ser. O governo também deveria valorizar mais a Zootecnia, abrindo mais concursos públicos e vagas para zootecnistas. Empresas e produtores rurais também deveriam dar mais credito aos zootecnistas, que com seu conhecimento técnico podem contribuir para o sucesso de suas produções.

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Jorge Guilherme Bergottini Palieraqui – Graduado em Zootecnia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), 2000; Mestrando em Produção Animal pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), 2003; representante técnico em vendas na empresa Casa do Adubo, de 2003 a 2006; representante técnico em vendas na empresa Tortuga Cia zootécnica, de 2006 a 2009; proprietário-fundador da empresa Canil Mania, 2009; pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, 2013.