Zootecnista também atua em Frigoríficos

18/12/2015 16:43
A zootecnista Fernanda Moizes

A zootecnista Fernanda Moizes

Diariamente, ao amanhecer, mais de 60 homens e mulheres vestidos de branco, botas impermeáveis e luvas, estão a postos diante de imensos balcões onde estão ganchos de aço móveis.  É o início de um trabalho cadenciado e preciso que ao seu final justifica o velho ditado de que “do boi só sobra o berro”.

O cenário está no Frigorífico Argus, às margens da BR-376 (Curitiba-Joinville) e é praticamente o mesmo em outros 270 estabelecimentos especializados no abate de bovinos. Diante de uma grande janela, a zootecnista Fernanda Moizes observa e avalia o retalhamento das grandes carcaças de traseiros e dianteiros que ininterruptamente, até o final da manhã, mancham de vermelho os uniformes dos funcionários. Formada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e responsável pelo programa de qualidades de carcaças do Laboratório de Pesquisas em Bovinocultura (Lapbov) da UFPR, há quatro anos ela acompanha sistematicamente o abate de 350 animais diariamente.

O trabalho começa cedinho, às 5 da manhã, quando Fernanda avalia o peso do boi vivo e o sexo. Após o abate,  a zootecnista analisa a dentição (para determinar a idade), assim como o acabamento de gordura e o peso da carcaça.  “A tipificação de carcaça bovina é a principal ferramenta para avaliar qualidades intrínsecas à carne e que, nem sempre, podem ser visualizadas nos cortes. Você faz uma avaliação geral, olha o traseiro, costelas, pernas e pescoço ”, explica.

Pela classificação, ela consegue identificar vários fatores que interferem na qualidade da carne, como lesões nas carcaças dos bovinos que resultam em prejuízos ao produtor. “As lesões ocorrem por causa do manejo inadequado nas propriedades ou nos próprios currais dos frigoríficos. Um exemplo disso é a aplicação de vacinas e medicamentos de maneira indevida e em locais impróprios. Além disso, o despreparo durante o processo de condução e entrada dos animais nos caminhões boiadeiros e os descuidos ligados ao transporte da carga viva até as unidades de abate”.  Fernanda observa que no caso da vacina, por exemplo, os cuidados básicos durante a aplicação poderiam reduzir as perdas. “Geralmente, esse tipo de lesão ocorre pela formação de abscessos”.

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