Zootecnista desvenda ponto ideal para abate

25/08/2015 14:03
Especialista desvenda ponto ideal para abate

Avaliação é do pesquisador Pedro Veiga, zootecnista e pós-doutor em fisiologia e qualidade de carne pela Iowa State University, dos EUA

Especialista desvenda ponto ideal para abate

Um tema importante entre os pecuaristas é como definir o ponto ótimo de abate de forma a maximizar o lucro. Durante o III Simpósio Mato-grossense de Bovinocultura de Corte (Simbov-MT), de 20 a 22/08, em Cuiabá, o pesquisador Pedro Veiga, zootecnista e pós-doutor em fisiologia e qualidade de carne pela Iowa State University, dos EUA, que esteve no evento representando a Cargill Alimentos-Nutron, ministrou a palestra: “Ponto ótimo de abate: impacto na lucratividade do sistema”. Conforme o pesquisador, somente os pecuaristas que possuírem um certo nível de controle gerencial, com coleta efetiva de dados confiáveis e sua correta e profunda análise, é capaz de chegar a uma conclusão certeira.

Veiga explica que tecnologias e processos de coleta de dados e gerenciamento da informação são fundamentais para auxiliar o pecuarista na tomada de decisão. Sendo que é necessário para os produtores ter em mãos certas informações importantes para definir o ponto ideal de abate visando garantir a ótima lucratividade. “Entre as duas variáveis que mais impactam o lucro de um animal confinado é o seu preço de compra, quando ainda magro, e o seu preço de venda para o frigorífico. Já se foi o tempo em que o preço de compra da arroba do boi magro era mais barato que o preço de venda quando pronto para o abate. Assim, é cada vez mais comum o pagamento de ágio na arroba do boi magro, o que já pressiona a lucratividade do sistema. A diferença tem que ser paga pelas arrobas colocadas no confinamento, que também ainda precisam gerar lucro”. Veiga diz ainda que quem consegue comprar a arroba do boi magro mais barata que do boi gordo e/ou adicionar valor na arroba vendida (boi rastreado, premiação Europa e Cota Hilton, etc), melhor ainda. Ou então, produzir o próprio animal de engorda, a custo competitivo no pasto, consegue, sem dúvida alguma, dar um grande passo para obter bom lucro. Mas, se for deixado de lado essa questão da valorização monetária da arroba estocada e considerarmos somente o peso ganho dentro do confinamento, se pode fazer alguns exercícios para definir o ponto ideal de abate.

Dessa forma, pensando dentro dessa ótica, o pesquisador explica que seria aquela no qual o valor do ganho se equipara ao custo do ganho. Enquanto o valor do ganho for superior ao seu custo, o animal estará trazendo lucro para o pecuarista. Quando os dois se equivalerem, será exatamente o ponto de equilíbrio. O pesquisador reforça o alerta para que os produtores conheçam seus índices para mudar da produção de um “boi de custo mínimo”, tardio e mal acabado. Ou seja, ele defende o “boi de lucro máximo”, precoce e bem terminado para o abate. O que, segundo ele, é possível e lucrativo de se fazer apenas empregando tecnologias zootécnicas consolidadas.

Fonte: Jornal A Gazeta/MT