Vendas de máquinas agrícolas devem ficar estagnadas em 2012

08/08/2012 19:30

 

Em 2011, foram produzidas no Brasil 81,5 mil máquinas, enquanto as vendas no mercado interno somaram 65,3 mil unidades e as exportações, 18,3 mil 

O segmento de máquinas agrícolas deve registrar, em 2012, estabilidade de produção e de vendas, tanto no mercado externo quanto em exportações, em relação ao ano anterior, projeta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em 2011, foram produzidas no Brasil 81,5 mil máquinas, enquanto as vendas no mercado interno somaram 65,3 mil unidades e as exportações, 18,3 mil.

Em julho, foram produzidas 7,6 mil máquinas agrícolas, alta de 19,8% sobre junho e de 13% ante julho de 2011. No mês passado, foram vendidas 6,2 mil máquinas, crescimento de 8,5% sobre junho e de 11,2% em relação a julho de 2011. No acumulado do ano, de janeiro a julho, porém, o segmento registra queda de 1,7% em vendas.

Para o vice-presidente da Anfavea, Milton Rego, o setor agrícola perde a oportunidade de renovar sua frota num momento de recuperação de preços das commodities. "O preço das principais commodities voltou ao nível pré-crise de 2008, então os produtores rurais estão capitalizados, com boa rentabilidade", afirma. "O Brasil está perdendo uma oportunidade de reduzir a idade média da frota."

De acordo com o porta-voz, o País necessita da venda de 45 mil a 50 mil tratores e 5 mil a 5,5 mil colheitadeiras apenas para manter a idade média da frota atual, que é de 11 a 12 anos para tratores e de sete a oito anos para colheitadeiras. "É nesse nível que ficarão as vendas este ano, então não prevemos uma diminuição [da idade média da frota]", diz o executivo.

Segundo ele, isso se explica, em parte, pela insegurança do mercado em relação ao cenário macroeconômico. Mas o principal motivo da estagnação seria o desempenho abaixo do esperado de programas públicos de incentivo ao setor voltados para agricultura familiar, para empreendimentos médios e para a agricultura de baixo carbono, aquela voltada a técnicas agrícolas sustentáveis. "Esses três programas estão com o ritmo inferior ao que poderia se esperar deles", avalia Rego.

As exportações em julho tiveram queda de 9,2% em valor, ante junho, somando US$ 1,22 bilhão, porém com aumento de volume de 2,6% na mesma comparação. Em agosto, é esperada alta das vendas de máquinas agrícolas para a Argentina, devido à recente liberação de licenças para a entrada de produtos brasileiros naquele país.

 

Fonte: Portal do Agronegócio/DCI