Veja dicas de como proceder com insetos: hóspedes indesejados

25/04/2014 09:45

odiario.com

Mesmo sem serem convidadas, as abelhas e vespas podem aparecer a qualquer momento e se instalar em algum canto da casa.



A escolha não é criteriosa, basta que haja frestas ou buracos e esses pequenos insetos partem para a construção de suas colmeias e vespeiros, que funcionam como abrigo e estoque de mel. O problema é que os venenos desses espécimes são nocivos aos seres humanos, e por essa razão, é preciso espantá-los de maneira segura para que eles busquem um novo endereço.

De acordo com as recomendações do professor de Ciências Biológicas da Unicesumar, Rômulo Diego de Lima Behrend, se houver uma colmeia ou vespeiro no canto de casa, no forro, nos beirais ou em árvores próximas, os moradores devem evitar aproximação, e não jogar objetos ou tentar removê-los por conta própria. Isso porque abelhas e vespas atacam quando se sentem perturbadas ou agredidas. "Nunca jogue nenhum produto sobre o enxame, como álcool, querosene, fumaça, água e inseticidas, nem ateie fogo, porque, nesses casos, as abelhas e vespas podem atacar. Além disso, não se deve bater ou fazer qualquer movimento mais brusco que possa atingir o abrigo".

Retirada
O ataque desses insetos pode ser fatal se uma pessoa for intoxicada ao ser ferroada por uma grande quantidade deles ou se for alérgica ao veneno. Por essa razão, todo cuidado é pouco. Para eliminar a "casa" dos insetos é preciso entrar em contato com serviço especializado ou pessoas especializadas na remoção de abelhas ou vespas. Em Maringá, a coleta também é realizada por equipes especiais do setor de apicultura da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp). Segundo a zootecnista da Semusp, Cristiane Garbeline, a retirada é feita o mais rápido possível, dependendo do clima. "Em dias chuvosos é perigoso caminhar sobre telhados", exemplifica. Ela recomenda não mexer no local e aguardar a chegada da equipe.

Sobre a retirada, o professor orienta que o serviço seja feito logo após a instalação das colônias, para evitar que a população cresça muito e se instale em outros locais da casa, o que eleva o risco de um morador ser ferroado.

Se uma colônia se formar no mesmo lugar depois de já ter sido retirada, a primeira providência, após uma nova remoção, é verificar se o local oferece "facilidades de instalação" aos insetos. "É importante vedar frestas ou buracos, vãos em paredes ocas, enfim, por onde elas possam entrar", aconselha Behrend. Vale apostar na manutenção da casa e do quintal para evitar a presença de abelhas antes que elas se instalem.

Ibama
O professor lembra que de acordo com a Instrução Normativa n˚141 de 2006, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a remoção das abelhas deve ser feita eliminando ou alterando os recursos utilizados por ela, com intenção de alterar sua estrutura e composição, mas que não inclua manuseio, remoção ou eliminação direta delas.

Por essa razão, a eliminação direta das abelhas deve ser efetuada somente quando tiverem sido esgotadas todas as tentativas de eliminar ou alterar os recursos utilizados pelos insetos para que eles deixem o local.

"As pessoas físicas ou jurídicas interessadas no manejo ambiental ou controle das abelhas devem solicitar autorização junto ao órgão ambiental competente nos respectivos Estados", ressalta ele.

REAÇÕES AO VENENO
As manifestações clínicas após a picada podem ser locais, regionais, sistêmicas, reações alérgicas tardias ou tóxicas. As reações locais e regionais tendem a desaparecer dentro de minutos ou poucas horas. Nos demais casos, outros sinais além de dor no local aparecem, com complicações no sistema respiratório, renal e outros. Se os sintomas locais progredirem, procure um médico.

Ao ser picado, não tente espremer ou retirar o ferrão. Isso pode espalhar mais o veneno. Segundo recomendações no site do Ministério da Saúde, a retirada dos ferrões da pele deverá ser feita por raspagem com lâminas e não pelo pinçamento de cada um deles, pois a compressão poderá espremer a glândula ligada ao ferrão e inocular no paciente o veneno ainda existente. Procure um médico.

SOLICITE A RETIRADA
O pedido para a remoção de casas de abelhas ou vespas deve ser feito pelo telefone 156, da Ouvidoria Municipal. A Semusp é a responsável pelo serviço.

PROPÍCIOS ÀS ABELHAS
Entulhos, caixotes, tambores, móveis velhos, a exemplo de armários, sofás e pneus, além de frestas e buracos podem servir de abrigo. 


INFESTAÇÕES. Remoção só pode ser feita por profissionais especializados. -FOTO: FÁBIO DIAS/ARQUIVO/DNP