NYT: O útero artificial já existe e o futuro começa a mudar...

02/12/2013 19:31
    Em Tóquio, pesquisadores desenvolveram uma técnica chamada EUFI (incubação fetal extra-uterina). Nestes 'úteros', fetos caprinos foram ligados a cateteres através dos grandes vasos sanguíneos, no cordão umbilical. 
    O aparato fornece aos fetos sangue oxigenado enquanto permanecem suspensos em incubadoras que contêm líquido amniótico artificial, aquecido a temperatura do corpo. Yoshinori Kuwabara, presidente do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade de Juntendo, em Tóquio, tem trabalhado em placentas artificiais por uma década. Seu interesse cresceu a partir de sua experiência clínica com bebês prematuros. 
    Nas últimas décadas, a medicina tem trabalhado arduamente sobre os estágios da gravidez e o tempo essencial dentro do corpo da mulher tem sido reduzida. No entanto, segundo Kuwabara, 'temos ainda um longo caminho para a criação de uma gestação completamente artificial. Mas estamos em um momento em que o feto, durante o seu tempo obrigatório no útero, não é mais inacessível'. O futuro da medicina reprodutiva humana avança a longos passos, em várias novas tecnologias. Há a neonatologia, que tem realizado milagres em gestações com final abrupto. 
    Existem cirurgias fetais, intervindo de forma dramática durante a gravidez para evitar as anomalias que poderiam matar o recém-nascido. Não esquecendo da reprodução assistida e da fertilização in vitro que tem sido aprimorada cada vez mais, tal como a utilização recente da genética. 
    Todas estas tecnologias são essencialmente novas, e com elas vêm questões éticas tão vitais que os próprios inventores desses milagres parecem sentir um certo receio de onde nós podemos estar caminhando.
 
Fonte: The New York Times