Probióticos e simbióticos podem reduzir a incidência de sepse pós-operatória

09/03/2013 10:57

Metanálise publicada pela revista Journal of Parenteral and Enteral Nutrition (JPEN) concluiu que o uso de probióticos e simbióticos podem reduzir a incidência de sepse pós-operatória na cirurgia eletiva geral. Estes efeitos parecem ser mais pronunciados com o uso de simbióticos.

A Meta-Analysis of Probiotic and Synbiotic Use in Elective SurgeryDoes Nutrition Modulation of the Gut Microbiome Improve Clinical Outcome?

 

 

  • James Macalister Kinross
  • Sheraz Markar
  • Alan Karthikesalingam
  • Andre Chow,
  • Nicholas Penney
  • David Silk
  • and Ara Darzi 
  • JPEN J Parenter Enteral NutrMarch 2013vol. 372: pp. 243-253.first published onJuly 2, 2012

     

     

     


     

    Os pesquisadores analisaram estudos clínicos randomizados que compararam a administração pré-operatória de probióticos e simbióticos em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos eletivos gerais. O desfecho primário foi a taxa de sepse pós-operatória.

    Com isso, foram incluídos treze estudos, totalizando 962 pacientes nesta metanálise, sendo 304 pacientes que receberam simbióticos e 182 receberam apenas probióticos.
     
    Ao comparar o grupo que recebeu probióticos com o grupo controle, a incidência de sepse pós-operatória foi significativamente menor no grupo probiótico (
    fator de risco[odds ratio]=0,42, p=0,003). Na comparação entre o grupo que recebeu simbióticos com o grupo controle, a incidência de sepse pós-operatória foi ainda menor (fator de risco [odds ratio]=0,25, p=0,002). No entanto, a análise de subgrupo não conseguiu identificar uma redução significativa na incidência de pneumonia, infecções do trato urinário ou infecções de feridas na fase pós-operatória para cada grupo de tratamento. Por outro lado, os simbióticos foram capazes de reduzir o tempo de uso de antibióticos no pós-operatório (p= 0,03).

    Segundo os autores, a maior parte dos estudos utilizou os Lactobacillus em suas análises, indicando que essa espécie possa ser uma das mais vantajosas em pacientes cirúrgicos. Dentre os simbióticos, a espécie bastante utilizada foi a Bifidobacteria associada com o prebiótico galactooligossacarídeo (GOS), indicando também que essa combinação possa contribuir para os efeitos protetores de simbióticos em cirurgia eletiva.

    “Verificamos nesta metanálise que probióticos e simbióticos reduzem a taxa de sepse pós-operatória, quando usado em paciente cirúrgico eletivo. Além disso, os simbióticos reduzem a necessidade da utilização de antibióticos. Por essas razões, nossa opinião é de que esta estratégia deve ser empregada para maximizar o benefício clínico da modulação da microbiota intestinal em cirurgia eletiva”, concluem os autores.

     

    Fonte: Nutritotal