Pesca esportiva busca ter representatividade em âmbito nacional

11/08/2012 12:54

 

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Nos últimos meses, a pesca amadora/esportiva brasileira tem dado passos importantes para ampliar a sua organização em âmbito nacional, de forma a propor políticas públicas de estímulo aos seus diversos segmentos e se qualificar como atividade de turismo relevante para o desenvolvimento econômico, de forma sustentável.

Alguns eventos sinalizam esta fase de maior amadurecimento do setor. Um divisor de águas foi a posse de Hélcio Honda, presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (ANEPE), de São Paulo, no Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), dia 26 de junho. Ele se tornou o primeiro representante da pesca esportiva no conselho, que também conta com lideranças da pesca artesanal, da pesca industrial e da aquicultura.

 Mais recentemente, no último domingo (5), foi realizado em Goiânia o I° Simpósio Brasileiro de Pesca com Mosca, que culminou com a oficialização da primeira associação brasileira desta modalidade. De acordo com Kelven Lopes, coordenador do Núcleo de Planejamento e Ordenamento da Pesca Amadora do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a nova entidade contribuirá para a organização formal e a representatividade desta modalidade, já reconhecida mundialmente como uma das mais importantes epioneiras da pesca esportiva.

 

Representatividade

Em Goiânia, o I° Simpósio Brasileiro de Pesca com Mosca destacou, sobretudo, a pesca com “flyfishing”. A pesca com mosca é uma modalidade de pesca esportiva, em que o objetivo é capturar um peixe oferecendo iscas que representam imitações de insetos que ele tem à sua disposição, como alimento, no ambiente aquático onde vive. Por ser considerado o bem mais precioso do pescador, quase sempre o peixe capturado é devolvido à água nas melhores condições de sobrevivência possível.  O que se deseja é que o peixe continue vivo, para que a pesca de mosca possa ser praticada sem restrições.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Pesca como Mosca (ABPM), Klaus Lay, os pescadores desta modalidade estavam desorganizados e fragilizados. No entanto, esta situação, com a criação da entidade, está mudando. Eles adquiriram representação nacional e em nível estadual com as regionais do Estado de Goiás e do Distrito Federal. Ele adianta que já estão sendo criadas as regionais da ABPM nos Estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. O seminário contou com palestras sobre temas de interesse da modalidade, como técnicas de pesca dos principais peixes esportivos brasileiros e dicas de equipamento. A troca de informações entre os participantes também foi um ponto forte do evento.

Fonte: Ministério da Pesca e  Aquilcultura