Os Conceitos do Leite a Pasto nos Estados Unidos - Revista Balde Branco

07/08/2014 15:04

Assim que concluiu o curso de Zootecnia pela UFLA-Universidade Federal de Lavras, em 2001, Cristiano Oliveira Pôncio buscou, literalmente, novas fronteiras para aplicar e enriquecer seus conhecimentos. Foi para os Estados Unidos com o intuito de fazer estágio por um ano, prazo que se estendeu por mais dez anos. Os três primeiros foram em uma fazenda leiteira da Flórida onde havia 2 mil vacas em lactação criadas em sistema confinado. Ao saber de uma propriedade no sul da Geórgia onde 600 vacas criadas a pasto e ordenhadas por apenas duas pessoas produziam 12 mil litros/dia, ficou tentado a conhecê-la. E não resistiu.

Ao visitar a fazenda, ficou impressionado com a simplicidade do sistema de manejo e com a condição de saúde dos animais, além da produtividade. Aquele cenário incomum à produção leiteira nos EUA se encaixaria muito bem nas condições brasileiras. “Se o Brasil aplicar essa tecnologia com a mesma eficiência, seremos a maior potência mundial em produção de leite”, pensou Pôncio naquele momento. O zootecnista não teve dúvidas, precisava trabalhar naquela propriedade para conhecer melhor todo o sistema.  

É essa experiência que Pôncio conta em entrevista exclusiva à Balde Branco, publicada na edição nº 598 (agosto), na qual fala ainda sobre outros temas como alimentação do rebanho, genética de gado leiteiro, utilização de mão de obra, práticas diferenciadas entre produtores brasileiros e norte-americanos e o que o motivou a retornar ao Brasil.