Ministério publica diretrizes sobre a prática de eutanásia em animais

01/10/2013 22:42

Regras são aplicadas a animais de experimentação, feridos ou idosos.
Normas visam a diminuir o sofrimento dos bichos na hora da morte.

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, órgão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, divulgou nesta quinta-feira (26) as diretrizes que devem ser seguidas na prática de eutanásia em animais de experimentação ou animais gravemente feridos, com doença terminal ou idosos.

O objetivo das regras é estabelecer procedimentos que provoquem o mínimo de dor e de sofrimento para os bichos. Segundo a resolução, o método de eutanásia deve ser específico para cada animal e, em todos os casos, um médico veterinário deve ser consultado para determinar a técnica mais adequada.

Foto mostra rato que forneceu óvulos que foram fertilizados com esperma conservado por liofilização. (Foto:  AFP Photo/Kyoto University/Takehito Kaneko)Diretrizes são aplicadas à eutanásia de animais de
experimentação, além de animais gravemente
feridos, idosos ou com doença terminal.
(Foto: AFP Photo/Kyoto University/Takehito Kaneko)

Ao discorrer sobre os métodos de eutanásia, as diretrizes afirmam que um método adequado “deve garantir a perda de consciência de forma rápida, irreversível e desprovida de experiência emocional ou física desagradável” para que o animal não apresente dor, estresse, apreensão ou ansiedade.

A resolução determina todos os métodos autorizados para a eutanásia no Brasil, como a exposição a determinados gases, a injeção de anestésicos ou outras substâncias, além de métodos físicos como o deslocamento cervical ou o tiro por arma de fogo.  Métodos que não aparecem citados no texto não são permitidos.

As normas determinam inclusive que os animais devem ser mortos em ambiente silencioso, limpo e longe de outros animais: um animal não deve assistir à eutanásia do outro.
As diretrizes abordam ainda o sofrimento do profissional que realiza o procedimento de eutanásia e determinam que, para realizar o procedimento, “é preciso ter qualificação específica, formação técnica, ética e humanitária”.

Fonte G1