Hoje, ter um animal de estimação está longe de ser supérfluo

05/03/2013 22:39

 

VEJA SÃO PAULO

 

Negócios nacionais fermentados: faturamento de 14,2 bilhões em 2012 contra 12,2 bilhões no ano anterior (Gráfico: Abinpet)

Em 2012, o mercado pet cresceu mais do que esperado no país, chegando à marca de 14,2 bilhões de reais, 16% a mais do que o ano anterior. É o que diz o resultado de uma pesquisa lançada hoje pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Ainda acho bastante impressionante que ocupemos a segunda posição – empatados com o Japão – de maiores gastos nesse setor no mundo. Os EUA, entretanto, são líderes disparados.

 

Gatos: os animais cuja população mais cresceu (Foto: Stock Free Images)

O estudo calculou também a população de animais domésticos no Brasil. Os cachorros não perderam o reinado, mas mostram crescimento de apenas 4% em relação a 2011, número menor que o de gatos (8%) e de peixes (6%).

Cães – 37,1 milhões

Peixes - 26,5 milhões

Gatos – 21,3 milhões

Pássaros – 19,1 milhões

Outros – 2,17 milhões

 

A polêmica da ração: impostos de quase 50% (Foto: Stock Free Images)

Outro viés bastante explorado na pesquisa é o quanto de impostos pagamos nos produtos alimentícios da área (ah vá!). Isso porque a ração e os snacks para bichos, que representam a maior fatia de gastos dos brasileiros no segmento, são ainda considerados pelo Governo um gasto desnecessário para a maioria da população. Por causa disso, pesa uma grande carga tributária sobre esses tipos de itens, o que acaba refletindo no bolso do consumidor.

Para se ter uma comparação, o imposto para alimentação pet totaliza 49,9% do valor do produto. Nos EUA, essa porcentagem não passa de 7%. “Hoje, ter um animal de estimação está longe de ser supérfluo”, diz José Edson Galvão de França, presidente executivo da Abinpet. “Eles apresentam comprovadamente fins terapêuticos e são considerados membros da família. Além disso, existem, estão por aí vivos, temos que lidar com eles. Consequentemente, precisam comer, ou seja, sua ração não é desnecessária.”

O que você acha? Que os gastos com alimentação animal devem continuar sendo considerados supérfluos na hora de calcular os impostos ou não?