Indústria de rações para pets cresce e impulsiona mercado do milho

09/09/2012 11:07

 

 

Setor usa o cereal como matéria-prima e não para de crescer.
Produtores de milho safrinha de SP estão contentes com o preço pago.

 

Do Globo Rural

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Caio Rodrigues investiu no milharal na hora do plantio e agora está sendo recompensado com uma boa colheita de inverno.

Parte do milho que está sendo colhido nos 800 hectares de área plantada já tem destino certo. Cerca de 20% da produção da lavoura será destinado à indústria de rações e a tendência é que a porcentagem aumente a cada nova colheita, resultado do crescimento do mercado de alimentos para animais.

No ano passado, o setor de rações, chamado de pet food, faturou R$ 4 bilhões e a estimativa é que o crescimento chegue a 5% em 2012. Os investimentos no campo são necessários para suprir a demanda de produção.

Nem todos os produtores têm condições de negociar a venda do milho diretamente com a indústria. Antes, é necessário beneficiar os grãos, trabalho realizado pelas cerealistas.

Os agricultores que vendem para as empresas cerealistas recebem pelo milho o mesmo preço oferecido pelo mercado, já quem tem estrutura para selecionar e secar o grão, consegue entre R$ 2 e R$ 3 a mais pela saca entregue diretamente na indústria de ração.

Em uma fábrica de rações para cães e gatos, os grãos representam 45% da composição dos alimentos e para manter a qualidade dos produtos, a compra da matéria-prima normalmente é negociada apenas com cerealistas.

A alta no preço do milho e da soja deve ser sentida pelo setor que, por ano, produz cerca de 62 milhões de toneladas de ração.