Granja na BA investe no bem estar das galinhas e produz 600 mil ovos por dia

07/11/2016 17:40

Aves têm alimentação específica por idade, ambiente controlado e imunização.

 

Do G1 BA, com informações do Bahia Rural

 

 
 

A maior granja de galinhas poedeiras da Bahia, na cidade de Entre Rios, nordeste do estado, investe cada vez mais no bem estar das aves. Além de alimentação específica por idade, as galinhas vivem em ambiente controlado e recebem imunização. Ao todo, são 700 mil galinhas na Fazenda Sossego, que produzem diariamente 600 mil ovos.

“É um setor muito dinâmico", conta Lucas Carvalho, atual avicultor da fazenda, que iniciou a produção de ovos quando o avô dele era o proprietário. "Quem vê o ovo na prateleira do mercado não faz ideia do trabalho que deu para a gente produzir esse ovo e chegar até a ele”, acrescenta.

O processo começa com as pintainhas, que são aves de primeira semana de vida. Segundo a zootecnista Gisele Carolina, nas primeiras semanas de existência, as aves não conseguem regular adequadamente a temperatura corporal, por isso são mantidas em um ambiente controlado, com aquecimento adequado.Além da temperatura, a ração das pintainhas deve ser pré-inicial, atendendo as exigências que os filhotes precisam para um bom crescimento.

Dono da granja, Lucas Carvalho afirma que a avicultura exige cada vez mais profissionalismo (Foto: Reprodução/TV Bahia)Dono da granja, Lucas Carvalho afirma que a
avicultura exige cada vez mais profissionalismo
(Foto: Reprodução/TV Bahia)

Assim que as aves vão se desenvolvendo, os tipos de rações acompanham seu crescimento, sendo modificadas a cada fase de vida.

Cada ave consome em média 100 gramas de ração por dia. Na fazenda Sossego, isto resulta em um consumo diário de 70 mil quilos de ração a base de milho e soja, distribuídas por máquinas nos 80 galpões da granja.

“Além da influência no ganho de peso e na produção de ovos, a alimentação influencia também na imunidade e em toda a vida produtiva do animal. Se for inadequada, a ave terá uma vida produtiva menor. Existe uma preocupação cada vez maior na forma como o animal é tratado e criado”, afirma o zootecnista Ricardo Abreu.

O zootecnista ainda destaca que o uso de hormônio é proibido pela legislação brasileira.
“É uma coisa que até médico pergunta para a gente. Esqueçam isso, não existe a menor possibilidade de ser usado hormônio na alimentação de aves, seja ave de corte ou ave de postura", exclama Abreu.

No início da vida, as vaes ficam em ambiente com temperatura controlada (Foto: Reprodução/TV Bahia)No início da vida, as aves ficam em ambiente com
temperatura controlada (Foto: Reprodução/TV
Bahia)

Outro fator importante é garantir a segurança nos galpões. O controlo de praga segue as normas de biossegurança e a granja conta com programa de vacinas que o Ministério da Agricultura exige.

Para Lucas Carvalho, os cuidados com as galinhas são necessários aumentar cada vez mais a profissionalização do negócio. “A avicultura, como qualquer coisa hoje em dia, tem que ser muito profissional. Se não houver o profissionalismo, o negócio tende a fracassar, porque a galinha exige muito da gante”, diz.

Os maiores avicultores da Bahia estão no nordeste e oeste do estado. Só na Fazenda Sossego são 250 empregos diretos, apesar de parte do processo ser mecanizado. Hoje, a produção é de 1.600 caixas por dia. O objetivo do avicultor Lucas é que esse número cresça para 2 mil e 2,1mil caixas diárias.

As avícolas baianas produziram entre janeiro e junho de 2016, 23.586.000 dúzias de ovos, o que equivale a um acrescimento de 5,97% com relação ao mesmo período de 2015.