Flores usam eletricidade para se comunicar com abelhas

04/03/2013 20:16

 

Insetos podem encontrar e decifrar sinais, afirma estudo

por José Eduardo MendonçaFonte: Planeta Sustetável
Abelha-arapuá (Tricgona spinipes)

Os sinais elétricos podem significar um nível mais profundo de comunicação com os polinizadores, além das cores vivas e dos odores

Os sinais elétricos emitidos pelas plantas são fracos, mas são captados e decodificados. Testes revelaram qua as  abelhas  podem distinguir entre diferentes campos, como se fossem cores de pétalas. Os sinais podem também fazer os insetos saberem se uma flor foi recentemente visitada por outra abelha.

Não se sabe como as abelhas detectam o campo elétrico, mas os pesquisadores suspeitam que a força eletroestática pode fazer seus pelos se eriçarem – mais ou menos como acontece com os cabelos de uma pessoa que os aproxima de uma tela de tevê antiga.

Já se sabia que as flores usam cores vivas, padrões e odores para atrair polinizadores. Mas os sinais elétricos podem significar um nível mais profundo de comunicação, dizem os cientistas.

O líder do estudo, Daniel Roberts, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, afirmou que “este novo canal de comunicação revela como as flores podem informar potencialmente seus polinizadores sobre o status correto de suas reservas preciosas de nectar e pólen”.

A pesquisa foi publicada na semana passada na edição online da Science. As plantas emitem campos elétricos negativos de carga fraca, e as abelhas adquirem uma carga positiva de até 200 volts em seu vôo. Quando uma abelha carregada se aproxima de uma flor, a diferença de potencial elétrico não é suficiente para produzir fagulhas, mas é sentida pelo inseto.

Os pesquisadores investigaram os sinais colocando eletrodos em caules de petúnias. E descobriram que quando uma abelha pousa em uma flor, o potencial elétrico da planta se altera e permanece alterado por diversos minutos. Isto pode ser um meio de deixar uma abelha saber que está pousando em uma flor que já foi visitada e perdeu seu néctar, especulam os cientistas, segundo o Escapist Magazine.