Felino mata 35 ovelhas de fazenda experimental em Prudente

26/03/2013 20:51

 

 
 
 
 
 
Animais destinados à pesquisa foram mortos em cerca de um mês. Prejuízo estimado é de R$ 50 mil
 
 
 

Em cerca de um mês, 35 ovelhas da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), polo Alta Sorocabana, ligada a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, foram mortas por um felino. A fazenda experimental está localizada na Rodovia Raposo Tavares, km 561, em Presidente Prudente. De acordo com a pesquisadora e zootecnista do local, Andréia Luciane Moreira Duarte, o rebanho era composto por 98 animais e os 63 que restaram já foram vendidos.

“Dispensamos licitação para a venda por ser em caráter de urgência. Não tínhamos como melhorar as instalações para dar segurança às ovelhas, por isso optamos por vender”, conta.

Conforme a pesquisadora, a primeira ocorrência foi no dia 19 de fevereiro com a morte de oito animais. O segundo ataque foi no dia 1º de março e 17 ovelhas foram abatidas. Na terceira vez, foram duas mortes e uma testemunha relatou que viu três felinos, dois adultos e um filhote.

As duas últimas ocorrências foram esta semana, nos dias 18 e 19, com perda de mais oito ovinos. “Para tentar conter os ataques, iluminamos todo o curral, mas não adiantou e eu coloquei uma câmera, que registrou o animal que parece uma onça se aproximando do rebanho e atacando”, fala Andréia. Veja no vídeo acima.

O médico veterinário patologista, especialista em necropsia, Osimar Sanches, examinou um dos animais mortos.

“A morte foi causada por um felino e a maioria dos ataques foi na cabeça, com total destruição do crânio. Ou seja, um animal de mordida poderosa. Além dessas informações, tem a filmagem no local e as pegadas de grande felino, o que leva a crer que se trata de uma onça”, explica.


Mesmo no curral, ovinos foram atacados por um
animal que aparenta ser uma onça
(Foto: Heloise Hamada/iFronteira)

O rebanho de ovinhos era utilizado para pesquisas produção e sanidade animal há cinco anos. “Esse fato gera dois prejuízos, o intelectual porque foram cinco anos de pesquisas interrompidos, e o financeiro, que estimamos em R$ 50 mil. A sociedade sai perdendo com isso”, lamenta a pesquisadora.

Ela ainda frisa que registrou cinco boletins de ocorrência na Polícia Civil. “Mas fui orientada a procurar a Polícia Ambiental, porém, eles disseram que apenas poderiam emprestar uma gaiola para a gente capturar a onça, caso a gente quisesse”, comenta a zootecnista.

Sobre isso, o tenente da Polícia Ambiental de Prudente, Júlio César Cacciari de Moura, explica que, como a Apta fica próxima a uma área de reserva ambiental, a orientação é criar formas de afugentar o animal para que volte ao seu local de origem.

“Fazemos a captura se houver a invasão da área urbana. Mas há o monitoramento desses animais que aparecem próximo da cidade para que não se provoque a morte deles”, salienta o tenente

Para chegar até a Apta, o acesso utilizado é o mesmo para chegar à Cidade da Criança. O diretor executivo do parque, Adolfo Padilha, salienta que nenhuma morte de animal foi registrada nos últimos dias.

Pesquisadora e zootecnista da Apta, Andréia Luciane Moreira Duarte, estima prejuízo de R$ 50 mil (Foto: Heloise Hamada/iFronteira

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