Especialista indica causas da mortandade de peixes em lago em SE

11/03/2013 21:25

Comportamento dos animais indicava falta de oxigênio’, diz zootecnista.

Resultado das análises dos peixes e da água ainda será divulgado

Denise GomesDo G1 SE

 

O zootecnista Rodrigo Fujimoto, que atua na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Sergipe, analisou o caso da mortandade de centenas de peixes ocorrida no lago do Parque Augusto Franco, na Zona Sul de Aracaju (SE), no dia 02 de março. Segundo ele, há fortes indícios de que houve falta de oxigênio na água.

Técnicos do Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITPS) estão realizando análises nos animais que foram recolhidos, bem como para saber as condições da água. O laudo deve ser divulgado até o final do mês.

“Com certeza houve falta de oxigênio, pois aquele comportamento dos peixes de ficarem na superfície da água é característico disso. A gente percebe que a tilápia, que é a espécie que está morrendo em grande quantidade, está em um tamanho pequeno se comparado ao potencial de crescimento de uma tilápia. A tendência quando os peixes estão muito juntos é de fato que eles não cresçam. Isso demonstra que há aparentemente uma superpovoação”, destacou em entrevista ao Estação Agrícola.De acordo com o especialista, outro ponto determinante foi a quantidade de peixes existentes no local e a espécie que se reproduz muito rápido, o que pode ter causado a superpovoação.

 
Especialista indica causas da mortandade de peixes em lago de parque em Aracaju (Foto: Reprodução/TV Sergipe)
Centenas de peixes foram encontrados mortos na manhã
do sábado (02)  (Foto: Reprodução/TV Sergipe)

Ainda segundo Fujimoto, a supervisão técnica é fundamental para evitar incidentes como esses.“O animal que está dentro do açude consegue obter o próprio alimento. Ele não vai conseguir ter o crescimento de uma produção, mas vai conseguir se virar e aproveitar bastante coisa deste ambiente. No caso de produção, caso você queira comercializar esses peixes, é necessário oferecer um suplemento. Pode-se usar ração e até outros complementos, mas tudo deve ser feito respeitando os critérios técnicos”, enfatizou.

O zootecnista revelou que o consumo de peixes nesse estado pode ser prejudicial à saúde. “O ideal é não consumi-los. Já que animais encontrados mortos na superfície, já apresentam um certo índice de decomposição e isso pode ser prejudicial à saúde”, afirmou.