Criaturas sintéticas podem salvar o planeta

04/01/2014 14:44

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Segundo a WWF, pelo menos 10 mil espécies de animais são extintas a cada ano. Ao que parece, os esforços de conservação não estão conseguindo deter o desaparecimento da vida animal no planeta. Um novo projeto da designer e artista plástica Alexandra Daisy Ginsberg questiona se a humanidade aceitaria usar criaturas sintéticas para perpetuar as espécies naturais e também limpar seu habitat.

 

O projeto Designing For the Sixth Extinction, parte da exposição Grow Your Own – Life After Nature, convida as pessoas a refletir sobre as implicações da vida sintética. Seu foco específico é a relação entre a conservação, a biodiversidade e a biologia sintética, imaginando o que quatro criaturas projetadas pela bioengenharia fariam se fossem soltas na natureza .

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Armadilha de biofilme

 

Este biofilme que se autorreproduz funciona como uma camada protetora na superfície das folhas, evitando o contato com poluentes atmosféricos e esporos de fungos que podem danificar a planta. As armadilhas de biofilme captam as partículas, mas não interferem no funcionamento das folhas. Quando as folhas se desprendem no fim da estação, a matéria presa ao biofilme cai no solo, onde é recolhida e processada por outra criatura sintética, a Unidade Móvel de Biorremediação.

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Unidade Móvel de Biorremediação

 

Remanescente de uma folha ou lesma, essa criatura foi desenvolvida para executar tarefas de biorremediação. Ela se move através do chão da floresta, removendo a camada superior do solo em busca de concentrações elevadas de ácido provocadas pela poluição. Quando encontra um acúmulo do material, ela espirra um líquido alcaloide higroscópico para neutralizar o ácido. A unidade contém duas bases adicionais em seu DNA, o que impede que outros animais a devorem. Um dispositivo genético de autodestruição” limita seu tempo de vida a 28 dias.

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Dispersor de sementes autônomo

 

À primeira vista, esta criatura sintética parece um ouriço, mas seu trabalho é coletar e dispersar sementes. Ela se move flexionando e contraindo seu “chassi”. Os pelos grossos e os espinhos de borracha na parte superior são projetados para coletar e distribuir diversos tipos de sementes. A criatura recebe a energia dos resíduos recolhidos pela Unidade Móvel de Biorremediação e tem duração de 600 dias.

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Membrana antipatogênica autoinflável

 

Este dispositivo de uso único trata uma doença chamada morte repentina do carvalho. Ela começa com um minúsculo esporo que se instala no tronco dessas árvores. Quando um sensor bioquímico detecta a presença da infecção no carvalho, o organismo sintético começa a crescer e se transforma em uma bolha com câmara dupla. A câmara interna produz um soro antipatogênico, enquanto a câmara exterior funciona como uma bomba que empurra o soro até o local da infecção. Depois de injetar o medicamento, a bomba se esvazia, desacopla-se e cai no chão da floresta, onde é recolhida por uma unidade de biorremediação.

 

Por Tracy Staedter; Fotos/Alexandra Daisy Ginsberg