Cachaça de Salinas recebe o selo de Indicação Geográfica

15/08/2012 21:05

 

O algodão colorido da Paraíba e a própolis vermelha de Alagoas também tiveram registros no INPI

Após quase três anos de iniciado o projeto, os produtores de cachaça da região de Salinas em Minas Gerais, podem comemorar uma grande vitória, o reconhecimento da Indicação Geográfica (IG) para a cachaça da região em 17 de julho de 2012. O registro é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), com objetivo de evitar que produtos de origem de outras regiões sejam vendidos como a original cachaça salinense, além de garantir a excelente procedência do produto. Foi a segunda região do Brasil a receber o reconhecimento oficial do INPI como indicação de procedência da cachaça, após Paraty, no Rio de Janeiro.

Com a conquista do selo, a cachaça ganha valor e parte para uma concorrência mercadológica mais justa, otimizando a exportação do produto que adquire status e reconhecimento como produto diferenciado. Muda-se a visão da cachaça como mais uma bebida destilada genérica para um artigo a ser apreciado por sentidos como olfato, paladar e visão, abrindo portas para sua inserção nos Estados Unidos e União Europeia.

O INPI aprovou na mesma data o pedido de Indicação Geográfica Paraíba para produtos têxteis confeccionados em algodão colorido. O reconhecimento do nome Paraíba como produtor de algodão se justifica pelo seu diferencial tecnológico. Devido às pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Algodão, a Paraíba, que registrara uma queda na produção nos anos 1980, retomou seu plantio com uma novidade: o algodão passou a ser naturalmente colorido.

Um trabalho de melhoramento genético das variedades coloridas começou em 1989. Foram estudadas 35 novas linhagens de algodão nos municípios de Patos e Monteiro, na Paraíba. Como resultado, Campina Grande (PB) e regiões vizinhas são hoje grandes centros de produção algodoeiro reconhecidos em todo o País.

A cooperativa de 31 associados transforma as plumas de algodão colorido em peças de vestuário e para casa. Com as sobras de tecidos, fazem bonecos e bichinhos de pano para crianças. A cooperativa já exporta para a União Europeia brinquedos e almofadas produzidas com o algodão naturalmente colorido.

Recentemente, também foi conferido pelo INPI o registro a própolis vermelha de Alagoas na modalidade Denominação de Origem. O registro, reconhecido internacionalmente, serve como uma forma de proteção daquilo que é produzido numa certa região, que tem algum reconhecimento histórico ou tem sua qualidade intrinsecamente ligada ao meio onde é produzido, e é composto por um selo que permite a utilização de um nome geográfico, indicando a origem de um determinado produto ou serviço.

A própolis alagoana é uma substância de cor vermelha, com cheiro balsâmico, derivada da resina da Dalbergia ecastophyllum, conhecida como “rabo de bugio”, transportada para a colmeia pelas abelhas e modificada pelas enzimas do animal.

De acordo com a coordenadora de Incentivo à Indicação Geográfica de produtos Agropecuários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Beatriz Junqueira, “dentre as mais recentes indicações geográficas concedidas, a Indicação de Procedência – IP da Região de Salinas para cachaça e a Denominação de Origem – DO dos Manguezais de Alagoas para própolis vermelha, receberam apoio financeiro deste ministério, por meio de convênio, para desenvolvimento do pedido de registro e das ações pós-registro, respectivamente”.

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Fonte: MAPA

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