Aquicultura pode ser manejada sem uso de antibióticos

28/01/2016 12:16

O Brasil possui um enorme potencial para a aquicultura, não apenas pela quantidade e qualidade de águas, doces e salgadas, mas pelo clima propício, pela variedade de espécies, conhecimento científico, grande disponibilidade de subprodutos da agroindústria, ingredientes indispensáveis para produção de rações a partir de fontes renováveis.

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De acordo com os dados divulgados em 2014 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o valor total da produção da aquicultura nacional foi R$ 3,055 bilhões em 2013, sendo que as criações de peixes e camarões lideraram o setor com a participação de 66,1% e 25%, respectivamente.

Apesar de tão promissor, a produção em fazendas aumenta a concentração de animais da mesma espécie no local, o que pode ocasionar doenças. “Os consumidores querem um produto seguro e saudável. Como o uso de produtos fármacos foi proibido no mundo, a melhor opção para o criador aumentar a produção e evitar enfermidades é investir no manejo adequado do ambiente de cultivo, no uso de formas jovens (pós larvas e alevinos) livres de doenças e no fornecimento de alimentos funcionais, que garantem a nutrição completa de acordo com cada espécie”, recomenda João Manoel Cordeiro Alves, Zootecnista gerente de Produtos para Aquacultura da Guabi Nutrição e Saúde Animal.

Desenvolvidas para garantir animais maiores, mais homogêneos, saudáveis e resistentes desde os estágios iniciais, os produtos das novas linhas Poti e a Pirá Mirim QS são aditivados com probióticos (bactérias benéficas que melhoram a saúde e imunidade dos animais), prebióticos (substâncias que nutrem os probióticos), e fitobióticos que possuem atuação comprovada na inibição da comunicação QS de bactérias causadoras de doenças em animais aquáticos.

 “Peixes e camarões nutridos de maneira adequada têm maior potencial de crescimento, suportam melhor o estresse proveniente do manuseio e do transporte, são mais tolerantes às doenças, apresentam maior desempenho produtivo e resultam em alimentos ainda mais saudáveis para o ser humano.”, completa o zootecnista.

 

Fonte: http://nordesterural.com.br/