ABCZ treinará técnicos para dar início a Banco de DNA

19/04/2013 17:05

Jornal de Uberaba


A coleta de uma pequena amostra de uma das orelhas dos animais será feita com equipamento específico

Os técnicos de campo da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) de todos os estados do Brasil começarão em breve a coletar amostras de tecido auricular de animais zebuínos, que serão utilizadas para a formação de um Banco de DNA bovino.

Foram gravadas na Fazenda Escola da Fazu, as imagens de um vídeo que será utilizado para o treinamento dos técnicos, mostrando o passo a passo do procedimento de coleta do material. Logo após a fase de treinamento, os técnicos da ABCZ começarão a fazer a coleta de amostras no momento do Registro Genealógico Definitivo (RGD), com a autorização prévia dos proprietários dos animais. Nesta primeira fase, serão colhidas amostras dos machos aptos ao RGD.

O projeto do Banco de DNA, considerado estratégico para o Brasil, será desenvolvido a partir da parceria entre a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), Polo de Excelência em Genética Bovina e Epamig, apoiado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, com recursos da Fapemig.

A coleta de uma pequena amostra de uma das orelhas dos animais será feita com equipamento específico e de maneira quase imperceptível. Após a coleta deste material, o mesmo será enviado a um laboratório onde será feita a extração do DNA do animal. Posteriormente, o DNA será armazenado em um banco, localizado no campus da Fazu em Uberaba/MG, com capacidade inicial para 28 mil amostras. 

O projeto visa identificar o DNA das raças zebuínas para permitir o desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas para conhecer melhor a genética de cada raça, sendo inclusive, fonte para a seleção genômica. Além da contribuição científica, uma vez que as informações de DNA serão utilizadas com critérios para a realização de pesquisas em benefício dos criadores, o projeto terá ainda contribuição acadêmica para os futuros zootecnistas formados pela faculdade.

"A intenção é começar um procedimento que já é amplamente utilizado em bovinos de outros países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e também na Europa. Temos a certeza que o banco de DNA trará inúmeras contribuições ao processo de seleção das raças zebuínas no Brasil", sintetiza o superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian. O projeto de Banco de DNA utilizará recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). A coordenação do projeto na Fazu ficará a cargo da professora Sarita Bonagurio Gallo, coordenadora do curso de Zootecnia da faculdade.