42ª edição da ExpoUmuarama traz dicas de como melhorar a pastagem

25/04/2016 15:04

Técnica discutida foi a o boi sete-sete-sete, que reduz o tempo de abate.
Além de negócios e diversão, a feira agropecuária é espaço para pesquisa.

 
 

Desde 2010, o pecuarista Elbe Vieira, de Xambrê, noroeste do Paraná, tem apoio técnico da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para recuperação do pasto. Antes da visita do especialista, a pastagem de oito hectares alimentava apenas uma vaca.

Hoje, até em período de seca, oito vacas se alimentam do pasto. A rentabilidade da propriedade também cresceu. E tudo isso exigindo menos trabalho diário. "Primeiro era de sol a sol produzindo comida para a vaca se manter. Agora, eu consigo ter outras atividades. Tenho uma horta orgânica e relaxo mais também", comenta Elbe Vieira. 

A reforma do pasto foi feita com uso de diferentes técnicas. "A primeira foi trocando por uma pastagem mais produtivia. Depois entramos com a correção da fertilidade do solo e, na sequência, muita irrigação", explica o zootecnista Max Rickli. Além de reforçar o valor nutricional, a quantidade de alimento aumentou. E o animal, melhor alimentado produz mais leite. 

A importância da pesquisa acadêmica, quando aplicada e experimentada em campo, possibilita melhores práticas de manejo. Na ExpoUmuarama foram realizados encontros que discutiram novas técnicas para produzir mais grãos e melhorar a criação de gado. Como por exemplo o protocolo boi sete-sete-sete, quando o animal é trabalhado para chegar a 21 arrobas em 24 meses. "Na realidade o sistema reduz o tempo de abate do gado, aumentando o peso e o rendimento financeiro", diz o agrônomo Pedro Katsuki.